MULHERES SINDICALIZADAS CAPACITADAS SOBRE LIDERANÇA E VIOLÊNCIA NO GÉNERO

O Comité Provincial da Mulher Sindicalizada em parceria com a Direcção da Família e Promoção da Mulher de Benguela capacitou na última sexta-feira, 29 de Julho, as mulheres sindicalizadas do Porto do Lobito sobre a matéria de liderança nas organizações e a violência no género, no âmbito das jornadas comemorativas do Dia da Mulher Africana, a assinalar-se no próximo dia 31 Julho.

A capacitação foi feita em forma de palestras dirigidas pela directora provincial da Família e Promoção da Mulher, Maria do Céu e a chefe do departamento de Promoção, Ilda Águas.

De acordo com a Maria do Céu, este trabalho vai dotar as mulheres de instrumentos válidos para o trabalho que exercem e ajudar na irradicação da violência e recuperação de valores morais.

Maria do Céu asseverou ainda que “a liderança no actual mundo corporativo é tema de destaque e crescente estudo. Tudo porque a figura do líder é e sempre foi fundamental nas empresas. Há uma forte relação entre desafios e conquistas e o responsável para com os resultados alcançados, mas nota-se que maioria dos líderes são homens, e temos de lutar para que as mulheres ocupem o seu lugar”.

"Os avanços têm sido enormes e no futuro tudo se fará para que a mulher angolana alcance o espaço que almeja, porque ao longo da história elas têm mostrado a vontade e a capacidade de estar com o homem em todas as vertentes", uma vez que os líderes se tornaram elementos-chave na relação entre as metas e pôr em prática as estratégias para que estas sejam atingidas exprimiu a responsável.

Por seu turno Ilda Águas afirmou que “ violência é uma experiência traumática para qualquer homem ou mulher, mas a violência de género é preponderantemente infligida contra as mulheres. Ela reflecte e ao mesmo tempo reforça as desigualdades entre homens e mulheres na sociedade”.

As consequências da violência de género, disse a palestrante, são devastadoras, uma vez que, as sobreviventes sofrem sequelas emocionais, durante toda a vida como podem também padecer de problemas de saúde mental e de saúde reprodutiva.

A responsável do departamento provincial da promoção frisou que “é preciso aprofundar as causas da violência no género, mas também trabalhar a parte preventiva da segurança em toda a sua dimensão, os factores que estão directamente ligados à educação e à cidadania para que possam de facto ter resultados a médio e a longo prazo.

“Para isso temos de continuar a definir estratégias para o combate deste tipo de criminalidade específico, já que esses crimes implicam respostas específicas e integradas”, já que, segundo a mesma, O impacto da violência pode afectar as gerações seguintes, as crianças que presenciaram maus-tratos ou foram vítimas de violência, sofrem danos psicológicos profundos, indicou.

Durante a prelecção dos temas, as mulheres aprenderam métodos para boa liderança e para combater a violência e tipos de liderança.

 

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